Fórum das idéias e textos que surgem na minha cabeça em momentos variados. Textos de todos os tipos que traduzem a minha natureza de escritor à linguagem visual.
EU SOU
idéias em construção
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vontade delirante
devoção convicta
ironia escancarada
extravagância desmedida
loucura contida
felicidade maravilhada
sensibilidade voraz
comunicador por excelência
sábado, maio 10, 2003 Fonemática Dialógica da Disjunção
Bate no chão a poesia. Cai a chuva, gotas azuis. Canta o vento. A terra brinca vermelha. Vêm as flores vermelhas. Tudo é vermelho e por trás há o mar.
Corre louco, desce rápido o verso. Perde-se entre os raios e bifurcações. Nascem jardins flutuantes de verde vivo esverdeado azul.
Bate no chão, cai do nada, sofre em lampejos. Ardor de armação, arpoador ar dor. Ar e dor, ferro e fogo, tontura loucura razão e método.
Cai na água é mistério, fogo brando e chamas macias. Evanescência da certeza, permanência da dúvida, caos brilhante e amargo efêmero. Doce no verão que faz e desfaz. Sonho risonho, alegre de tudo. Paixão francesa e feliz que quer só querer ser algo mais. Cais do porto, atracam delírios. Luzidios sorrisos de olhos perdidos na ilusão. Alusão à rede do pescador que prende. Acende vontade de querer ficar.
Foge fulgurante no espaço. Passo reduzido no doce. Quem não quererá ler e ver? Vem, vem logo tudo e isto e aquilo e as marchas, vem pra me conter e calar em sussurros domados, acaba com a fera no acalentar. Tormentar é matar e privar. Chega de saudade. Deixa vislumbrar.
Língua lambe o lado, lambe a folha da fala. Fala mais ternura, cólica. Melancólica e mel e querer. Voa. Deixa descer o mel vermelho pra me avivar. Doce vermelhidão, total disjunção, sai da razão. Meu menino e meu mel vermelhos vermelhões avermelhados. A ver melhor o que sente onde anda e aonde vai.
Busca pés e mãos, linhas tortas distantes vogais esvoaçantes. Estilhaço corrupto da ruptura interna momentânea e simultânea ao acaso do ocaso. Sofreguidão guia voraz da cavalgada atroz. Consolação. Tombos nos penhascos de pedras cortantes. Sua nua e escorre porosa a razão granulada no corpo da noite escura. Lume lunar.
Mel de sangue do menino vadio do rio. Ria estridente lábios vermelhos e dentes e olhos. Óleo do mel no tronco da árvore, dorso da abelha. Acolhe doçura nas asas.
Triângulos maleáveis do cansaço, vontade veloz de doce vivaz. Grita o velho do mar na tormenta estelar. Donde vem a razão? Não pára de chove chover chuviscar gotas cálidas. Azuis elas se avermelham no chão. Bate no chão a razão e afunda arenosa entre gotas que viajam à raiz da metafísica. Nascem as flores vermelhas das abelhas do mel vermelho vai e volta vão resvalo no chão disjunção e paixão.
Bate no chão amor prosa e poesia desvairada. Turbilhão.